23 de janeiro de 2009

Letra morta



Jorge Sampaio disse um dia, quando era presidente da República, que se queríamos ser um país desenvolvido teríamos que respeitar as leis e não interpretá-las como se fossem meras sugestões que ninguém cumpria.

O caso do estacionamento irregular na Rua de 31 de Janeiro, impedindo a circulação dos carros eléctricos que ligam o Carmo à Batalha - que acontece repetidamente hora após hora, dia após dia, semana após semana sem que ninguém lhe ponha cobro – é um facto do quotidiano que vale o que vale, mas é também uma das facetas do país da letra morta ou, como referiu o ex-presidente, do desenvolvimento adiado.

16 de janeiro de 2009

A cidade debaixo de chuva - I



O novo site do Hard Club

Os Amigos da Avenida

Os Amigos da Avenida é um blogue colectivo criado recentemente com o objectivo de estimular a reflexão sobre o futuro da cidade de Aveiro. Os autores pretendem que aquele espaço virtual «funcione como plataforma de encontro de pessoas que gostam de cidades, em geral, e de Aveiro, em particular, e que apreciam um debate aceso e estimulante». Um blogue a acompanhar.

10 de janeiro de 2009

O que fazer num Domingo à tarde?

«O que fazer num Domingo à Tarde?» é o tema do debate que decorrerá amanhã, dia 11, pelas 18h30, no Pitch Club. O debate surge integrado no programa inner city, promovido por alunos da Universidade do Porto, que prevê um ciclo de conferências, tertúlias, concertos e entrevistas onde se abordarão temas da cultura urbana. Para saber mais clique aqui.

Linha do Tua - debate em Bragança

clique para ver maiorEmpenhado em demonstrar que existem alternativas ao desaparecimento de uma das linhas de caminho-de-ferro, de montanha, mais emblemáticas da Europa, o Movimento Cívico pela Linha do Tua promove um debate, no dia 17 em Bragança, subordinado aos temas «Linha e Vale do Tua - Perspectivas» e «Linha do Tua - Desenvolvimento Regional».
O debate, que decorre na altura em que o estudo de impacto ambiental do Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua se encontra em discussão pública, contará com as participações, entre outros, de Joanaz de Melo, da associação de defesa do ambiente GEOTA, José Manuel Lopes Cordeiro, Presidente da Associação Portuguesa para o Património Industrial e membro da Direcção do The Industrial Committee for the Conservation of the Industrial Heritage, e de Viviana Rodrigues, autora do esclarecedor estudo «Contribuição para a Interpretação da Paisagem a Partir da Linha do Tua».

5 de janeiro de 2009

Janelas do Tempo - IV

Rua de Santa Catarina

A fotografia abaixo, da Casa Alvão, não prima pelo enquadramento nem pela beleza. Digamos que seria uma daquelas fotos que hoje, com a facilidade da manipulação digital, apagaríamos por não ter interesse. No entanto, apesar de não se perceber exactamente o que o fotógrafo quis retratar, porque os componentes principais da imagem – a rua de Santa Catarina e o edifício da esquina com a Praça da Batalha – nos aparecem amputados, o tempo concedeu-lhe um estatuto de interesse ao trazer até nós alguns pormenores de um mundo definitivamente desaparecido.

O volume do conjunto de edifícios que compõem o quarteirão em causa, que vai até à Rua de Passos Manuel, não foi muito alterado. A mudança estará nas lojas ao nível da rua e na maneira de vestir dos poucos transeuntes, que se apresentam enchapelados.

No local onde está hoje a Livraria Latina, aquela que ostenta no cunhal o busto de um Camões garboso - da autoria do pintor e escultor António Cruz - vemos uma casa que anuncia Ferragens e Gramofones.

Por Santa Catarina corriam, então, duas linhas de carros eléctricos, o 16 e o 17 que ligavam a Batalha, pela Boavista, a Matosinhos e à Foz.

A escadaria de acesso lateral à Igreja de Santo Ildefonso não tinha ainda sido removida, para dar lugar a duas lojas que, apesar de pequenas, impediram a Porto 2001 de repor - no âmbito da remodelação da Praça da Batalha - o conjunto de escadas, ao pedirem uma indemnização exorbitante.






O Coliseu, cuja torre aparece à direita no alto da foto acima, não tinha sido construído. Este pormenor leva-nos a concluir que a imagem da Casa Alvão é anterior a 1941, ano em que foi inaugurada aquela sala de espectáculos.