23 de maio de 2009

Uma decisão acertada



O facto de ter acontecido há mais de um ano não impede que consideremos hoje uma decisão acertada a abertura, à circulação pública, do pórtico do edifício da Reitoria da Universidade do Porto, que esteve encerrado durante dezenas de anos.



Para além de aproximar a instituição da cidade aquela opção permite-nos usufruir de novas perspectivas da praça que, apesar de ter o nome do matemático e primeiro reitor da U.P., Gomes Teixeira, é popularmente conhecida como sendo dos Leões.



Este nome advém-lhe dos quatro leões alados do chafariz que a ornamenta, de cujas bocarras jorrou outrora água em abundância.

4 de maio de 2009

Petra, em tons de cinza e musgo



O Largo do Colégio tem algo que traz à memória os postais ilustrados da cidade jordana de Petra, mas em tons de cinza e musgo. Ninguém escavou este recanto na pedra, não é disso que se trata aqui. Sucede apenas que ao granito se acrescentou mais granito e que desta rocha se esculpiram casas, muros e igrejas, juntando-se os relevos do maciço original à cantaria dos volumes edificados. O efeito é quase o mesmo, como se tudo fosse parte de uma natureza idêntica e uma imensa mão tivesse urdido estas formas com pancadas de cinzel. Não é Petra, aqui, mas, entrando pela Rua de Santana, assim parece, com as paredes da Igreja dos Grilos erguendo-se imponentes e prolongando-se no granito rude da fraga onde os homens inventaram escadas.

Manuel Jorge Marmelo, em O Porto: Orgulho e Ressentimento