
Nas arcadas do muro da Ribeira distinguem-se inscrições (se clicar na imagem vê-la-á maior) de uma mercearia e de uma loja de vinhos e tabacos. Um carro de bois cruza-se com um homem que transporta uma vasilha de lata à cabeça. Há algumas crianças na imagem, mas o grupo preponderante é composto por mulheres que se apresentam maioritariamente descalças. Uma varina, de costas, com a canastra entre as mãos, deixa ver a rodilha na cabeça. Ao fundo, o maciço rochoso do Codeçal cai abrupto diante da Ponte Luís I, quase ocultando a passagem do cais para aquela travessia para Gaia. Esta massa granítica viria a ser desmontada aquando da abertura do túnel da Ribeira, nos anos 40-50 do século passado. A fotografia, digitalizada a partir de um negativo de vidro no formato 9x12 cm, foi adquirida numa banca de rua a alguém que a atribuiu a José Antunes Marques Abreu, o artista gráfico que, nascido em 1879 no concelho de Tábua, chegou ao Porto em 1893 e aqui faleceu em 1958, após um percurso profissional notável na área das artes gráficas.

Era só mulherio na ribeira XD
ResponderEliminargostei do cuidado que colocou na criação da fotografia actual para comparação com a "original"
ResponderEliminarNuno Cruz,
ResponderEliminarnão estariam os homens nas tabernas? :) Era o fim do dia.
grouchomarx
ResponderEliminarFoi fácil encontrar o local onde a foto antiga terá sida tirada. As arcadas e o casario estão intactos, só as pessoas e os costumes mudaram.
Uma pena os pára-sóis e a indumentária, senão diria que nada mudou: só que é a cores.
ResponderEliminarExcelente trabalho!
Interessantíssima esta revisitação que fizeste!
ResponderEliminarParabéns.