25 de abril de 2014

1974-2014

Celebrar Abril com o símbolo da pureza inicial do Movimento das Forças Armadas.

15 de abril de 2014

A Casa Allen

O palacete da rua António Cardoso em cujo jardim está, num canto recolhida, a Casa das Artes, foi residência de Joaquim Aires de Gouveia Allen (1890-1972). Membro de uma família britânica ligada ao negócio de vinhos, que se estabeleceu no Porto há dez gerações, Joaquim Allen era engenheiro de formação, foi cônsul da Grécia no Porto e era casado com a filha mais velha de Adriano Ramos Pinto. O seu bisavô foi o ilustre portuense João Allen (1781-1848), membro da Feitoria Inglesa e co-fundador da Associação Comercial , que instituiu o primeiro museu do Porto. Era neto de Alfredo Allen (1828-1907), paisagista, botânico e grande impulsionador do desenvolvimento da cidade, que recebeu das mãos de D. Luís I o título de Visconde de Vilar d'Allen.

A casa foi encomendada ao arquitecto Marques da Silva, numa zona da cidade onde, nos anos 20, proliferaram inúmeras residências de luxo pertencentes a famílias ilustres do Porto. Rodeada por um belo jardim, tem uma particularidade que surpreende quem a visita. A fachada nascente, trabalhada como o rosto da casa, com um pórtico colunado, não corresponde à entrada principal. Esta é feita através da fachada sul, que dá acesso a um átrio a partir do qual se articulam as divisões interiores. Talvez Joaquim Allen, que alterou o projecto inicial do arquitecto, tenha tomado esta decisão para usufruir de maior exposição solar.
A Casa Allen, que está a cargo da Direcção Regional de Cultura do Norte, foi classificada como Imóvel de Interesse Público em Outubro de 2012.

3 de abril de 2014

Da inimputabilidade política

Gondomar é geralmente ignorada pelas gentes do Porto e, no entanto, é tão parte integrante da mancha urbana que tem o Porto no centro, como Gaia, Matosinhos ou a Maia.
Marco Martins, o actual presidente do município, tem para gerir quatrocentos processos judiciais em que a câmara é ré, herdados de Valentim Loureiro, que presidiu ao município entre 1993 e 2013. Interrogado sobre a possibilidade de responsabilizar o anterior autarca, respondeu com a verdade dos factos: «qualquer tentativa nesse sentido costuma ter do ponto de vista prático, zero de solução».
A ler no Porto24.