31 de dezembro de 2012

O vôo dos pilritos

na praia do Castelo do Queijo

Com votos de que a alta finança internacional não nos corte mais as asas do que prometeu para 2013. Bom ano novo para todos.

12 de novembro de 2012

Quem se lembra do «Vai no Batalha»?

Quem viu, de certeza que não esqueceu. Foi um êxito do Teatro de Marionetas do Porto que esteve meses seguidos em cena durante 1993, com lotações esgotadas, no teatrinho de Belomonte. Reuniu autores do melhor que tínhamos, e temos, numa revista à portuguesa fantástica e hilariante que trouxe à cena a alma popular portuense, caracterizada por uma linguagem - classificada por um crítico como vicentina - que não é novidade nenhuma para quem vive ou trabalha no Porto.
Vejam aqui um dos personagens incontornáveis desta comédia, o Fredo Brilhantinas, arrumador de «biaturas ligeiras», inspirado num personagem real do Largo de S. João Novo, que um dia caiu ao rio com o carro de um magistrado que lhe tinha confiado a chave da viatura para estacionar.

19 de outubro de 2012

Um vôo entre Espinho e a foz do Douro

O percurso é curto e as imagens, captadas com uma câmara minúscula do tipo GoPro, ilustram mais o vôo do que a paisagem mas, mesmo assim, valem tanto pela sensação de aventura como pela oportunidade de avistarmos do ar a ponte da Arrábida, a foz do Douro e as boas praias de Gaia que se estendem de Lavadores a Espinho. Quanto ao avião é um Piper J-3 Cub, que começou a ser fabricado em 1938 e é produzido até hoje para quem gosta de voar. (via A Baixa do Porto)

18 de outubro de 2012

Dias cinzentos

Muro dos Bacalhoeiros, frente ao Cais da Estiva.

Rua de Cima do Muro, frente ao Cais da Ribeira.

12 de outubro de 2012

A cidade vista do rio

III - De Massarelos à Afurada e regresso

O Cais das Pedras e o arvoredo dos jardins do Palácio de Cristal.

Igreja da Confraria das Almas do Corpo Santo de Massarelos (1776).

Ponte da Arrábida (1963).

Foz do Douro.

Afurada.

Candal.

3 de outubro de 2012

A cidade vista do rio

II - De Quebrantões à Alfândega

A Ponte de S. João (1991) e a Ponte Maria Pia (1877).

A Ponte do Infante (2003) e a Ponte Luís I (1888).

A Ponte Luís I (1888).

O Cais da Estiva.

O Muro dos Bacalhoeiros.

A Igreja de S. Francisco (séc. XIV).

O edifício da antiga Alfândega do Porto (1869).

1 de outubro de 2012

A cidade vista do rio

A abordagem na rua é directa. Propõe um «mini-cruzeiro» pelas seis pontes do Porto e ainda a possibilidade de avistar a Foz e fotografar as aves da Reserva Natural do Estuário do Douro, com uma condição, a de dispor de uma máquina fotográfica «com uma boa objectiva». Tudo por dez euros.

No final da viagem de cinquenta minutos, na barcaça apinhada de turistas curiosos, verifica-se que há duas premissas não cumpridas. As pontes cruzadas são cinco; a sexta ponte, a do Freixo, é avistada à distância quando o barco inverte a marcha logo a seguir à Ponte de S. João, em Quebrantões. Quanto às aves da Reserva Natural – que não esperávamos ver, porque conhecemos a realidade – residem demasiado longe da Afurada, comunidade piscatória diante da qual a embarcação dá de novo a volta em direcção ao ponto de partida.

O passeio, contudo, vale a pena. Deslizar pelo Douro diante do Porto e de Gaia era uma possibilidade quase inacessível há alguns anos, quando começou este tipo de «mini-cruzeiros» destinados a turistas, mas recomendáveis aos habitantes da região, nem que seja por puro laser, como se demonstrará aqui durante os próximos dias.

I - Do cais de Gaia a Quebrantões

A Ponte Luís I (1888).

O casario dos Guindais e uma parte do que resta da muralha medieval do Porto.

A escarpa e os admiráveis plátanos da Alameda das Fontainhas.

A ponte Maria Pia (1877) e a Ponte de S. João (1991).

A Ponte do Freixo (1995).

24 de setembro de 2012

Gigantes em Leixões


Os navios de cruzeiros que, cada vez com maior regularidade, visitam Leixões, deixam-nos perplexos pelas dimensões extraordinárias que ostentam. Junto deles os Titãs que outrora foram grandes (as gruas movidas a vapor que trabalharam na construção do porto e por lá permanecem), parecem diminutos, os molhes apresentam-se reduzidos, os depósitos que acolhem o crude trazido por petroleiros, pequenos, e os outros barcos perderam a grandeza. São elementos novos na paisagem da região do Porto, estes gigantes dos mares que, espera-se, tenham vindo para ficar.

16 de setembro de 2012

Três imagens da manifestação «... Queremos as Nossas Vidas»

... seguidas de afirmações de dois cidadãos insuspeitos, proferidas fora deste contexto.

Nós estamos em democracia, todos os elementos para que isto funcione existem, se não funciona há uma responsabilidade pessoal do governo, do presidente da república, da classe política em geral, de todos nós. Nós próprios é que criamos as condições para que a classe política, a todos os níveis, não se sinta constantemente responsabilizada pelo nosso pedido de contas. Nós somos os eleitores, eles são os nossos representantes, não são os nossos chefes, não são os nossos senhores. Isso acabou há dois séculos.
Eduardo Lourenço, 22.03.2011

Os contribuintes estão a atingir um ponto de ruptura que não se coaduna com mais sacrifícios sob a forma de impostos. Há um limite, que é a fadiga tributária, e nós não podemos atingir esse ponto.
Adriano Moreira, 28.08.2012