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2 de setembro de 2006

Tranquilidade



O estuário do Douro ficará por aqui, como metáfora de espaço e liberdade, durante algum tempo, enquanto desfruto das amenidades de Setembro noutras paragens. A Cidade Surpreendente regressará no próximo dia 20.

29 de abril de 2005

A cidade do deserto



Como instalar um cenário de ficção no Cabedelo

1 - Peça um céu carregado de nuvens.
2 - Monte um estradão coberto de pó e areia.
3 - Invoque uma leve brisa de vento oeste (para animar o pó).
4 - Aguarde que o Sol se decida a espreitar.

Como fundo musical, trauteie o refrão de «O Porto aqui tão perto», de Sérgio Godinho:

Ai eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto
...

28 de dezembro de 2004

Vento de Março



Dos Lados do Mar

Como Pelléas, também o vento de março
vem dos lados do mar.
Há nele uma aspereza de que sempre
gostei: a da fala
dos homens que estendem as redes
no sol dos varais, a dos frescos
de Siena onde também
passou um vento frio ao anoitecer
- o das escarpas de Alpedrinha,
que sempre, sempre, me escapava
entre os dedos e deixava nos cabelos
um cheiro à matinal luz da resina.
O que entrou pela janela
esta manhã e me bate na cara
traz o aroma das dunas,
cheira a barcos, ferrugem, alcatrão.
É o vento da Cantareira.

Eugénio de Andrade