21 de março de 2016

O Clemente

Em memória de D. João VI, o rei que fugiu das tropas de Napoleão Bonaparte para o Brasil, Portugal ofereceu à cidade do Rio de Janeiro, durante as comemorações do IV Centenário da fundação daquela cidade, uma colossal estátua equestre, obra de Salvador Barata Feyo, de que esta é cópia fundida em bronze. Foi inaugurada em 1966 na Praça de João Gonçalves Zarco, orientada na direcção daquela cidade brasileira. Durante a renovação do local, operada pela Porto 2001, Capital Europeia da Cultura, a estátua foi apeada do pedestal de granito original e colocada na plataforma onde se apresenta actualmente. No Rio de Janeiro, a escultura encontra-se na Praça 15 de Novembro.

5 comentários:

João Menéres disse...

Agora parece que está em cima de um abrigo !
E deixou de estar a olhar para o Rio de Janeiro !...

Carlos Romao disse...

Foi uma intervenção infeliz que, além do mais, tirou o Castelo do Queijo do horizonte da praça.

Duarte disse...

Concordo plenamente com os argumentos do Carlos Romão.

João Menéres disse...

Muita asneirada se fez no Porto, aquando da 2001 !...
Foi um fartar, vilanagem !

Professor Pedro A. C. Teixeira disse...

“Salve Napoleão!”

Caro amigo Carlo Romão.

Por quê salve Napoleão?
Graças a Napoleão, Dom João VI veio para o Brasil e reinventou este país. O Brasil era uma colônia surreal, um arremedo de qualquer coisa, desorganizada e ultrapassada, com muitas cidades a poucas léguas de outra e sem saber dessa existência. Dom João modernizou a colônia, fez nascer um Novo Brasil.
Graças a Dom João VI, o Brasil foi estruturado como um país, com a criação do Banco do Brasil, da Academia Militar, hoje Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), uma das mais modernas Academias do mundo, que forma os Oficiais do Exército Brasileiro, Hospital Militar, Fábrica da Pólvora, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Academia Imperial de Belas Artes, Criação da Academia de Medicina e Cirurgia do Rio, Biblioteca Real, Criação do Correios, Museu Real, Reforma e abertura dos portos, Inauguração do Teatro Real de São João, Imprensa Régia, Escola Real de Ciência, Artes e Ofícios, modernização do Rio de Janeiro, com pavimentação de rua, aberturas de bairros, numa verdadeira e revolucionária reconstrução da cidade, abertura de estradas pelo país. E só não deixou o Brasil maior por forte resistência de sua esposa, a espanhola Carlota Joaquina, pois Dom João sonhava com o maior império do mundo, anexando terras pertencentes a Espanha em todos os países da América do Sul.
Graças a Napoleão o Brasil ganhou com a vinda de Dom João VI, que para mim, como historiador e brasileiro vejo ser a figura mais importante do Brasil, e isto não há dúvidas. Se Dom João VI ficasse mais 10 anos no Brasil, este seria um país mais rico e moderno, pois Dom João VI foi sem dúvidas a base deste novo Brasil.
Um grande abraço e agora sim “Salve Dom João VI” o homem que colocou o Brasil no mundo.