18 de setembro de 2008

Bolhão, o dia zero

O Mercado do Bolhão está hoje aqui, no dia em que o acaso quis que caísse por terra uma tentativa de transformar o velho reduto tripeiro numa miragem de si próprio, numa espécie de Portugal dos Pequenitos dos mercados.



Os problemas do Bolhão, no entanto, mantêm-se e têm um nome: decadência. É esse declínio que as imagens pretendem retratar enquanto mostram, também, a dignidade e a autenticidade do velho mercado.

O que ele necessita é que o reabilitem como mercado de frescos sem, como já alguém disse, lhe atirarem com milhões de euros para cima. O Bolhão, para sobreviver, não precisa dos tiques do novo-riquismo nacional para nada.























Adenda 25 de Setembro

DIVULGAÇÃO

Caros/as Bloggers,

Temos o prazer de enviar em anexo convite para o evento do próximo Sábado, dia 27 de Setembro, 16:00H, no Salão Nobre do Ateneu Comercial do Porto.

Durante o mesmo será entregue, pela Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, a Proposta de Reabilitação do Mercado do Bolhão.

Será ainda apresentado, às 17:00H, o documentário em vídeo "Cidade com Memória" que retrata a Cidade do Porto e em particular o Mercado do Bolhão através de mensagens em vídeo de diversas personalidades do País, como:

Cineasta Manoel de Oliveira
Arquitecto Siza Vieira Maestro

Pedro Osório Músico Rui Veloso
Actriz Simone de Oliveira
Escultor José Rodrigues

Solicitamos também a divulgação deste evento no V/ Blogue.

Agradecendo desde já a V/ presença,

pela Plataforma de Intervenção Cívica do Porto

Paula Sequeiros

15 de setembro de 2008

O retiro das garças-reais...

... em Lordelo do Ouro, Porto.

Conta-me quem sabe que há vinte anos não havia garças no Porto, e que as pobres aves terão vindo parar aqui porque os lugares onde viveriam e cresceriam naturalmente, têm vindo a ser destruídos pela contínua pressão humana.

A verdade é que há uma colónia de garças-reais que faz parte da paisagem do estuário do Douro. A maioria anda pelo Cabedelo mas há um bando que pesca e descansa numa zona do rio pouco profunda, diante do jardim do Cálem, em Lordelo.





Ontem, como a manhã estava temperada e luminosa e era Domingo, a actividade humana, em terra e no rio, levou dezoito dessas garças – contadas por mim - a erguer as asas e voar... para o topo de dois respeitáveis eucaliptos que, naturalmente, as acolheram.