5 de março de 2010

Mora um rio...













Mora um rio
à minha porta.

Nos dias de Verão,
quando por ele passo,
molha-me os pés.

À noite,
refresca-me
os sonhos...

César Augusto Romão em Tanto Ar, ed. Propagare.

10 comentários:

pbl disse...

Instintivamente, fui a correr fazer duplo clique naquela que parece ser uma fotografia extraordinária...
Mas não dá para apreciar uma panorâmica destas em 400 e picos pixels de largura.
Faça lá o gosto a um dos seus leitores diários e faculte a imagem pelo menos a 2048, pronto, vá a 1024.
As fotografias são para se ver...

Carlos Romao disse...

PBL,
já lá está. Se clicar na imagem vê-la-á com 1024 pixels de largura. A foto não tem o recorte das fotos digitais porque o original é analógico. A digitalização foi feita a partir do negativo, uma película de 35mm, Fujifilm Superia 200 ISO. Foi tirada em Novembro passado com um modelo da Horizon, fabricado na URSS entre 1967 e 1973, que adquiri nos nos idos de 80, em Leixões, a um embarcadiço. Guardo-a religiosamente.

Sombr|A|rredia disse...

....Repousante :)

La lectora disse...

Quem me dera, Carlos, ver esse Porto! Fantástica fotografia e lindo poema.

Duarte disse...

Fotografia, digna da máquina que a captou, e das mãos que a manipulou.
Uma autentica obra de arte, essa máquina.
Bom, imagino que terás mais, diferentes claro!
Já nos contarás, se queres.
É um mundo que me apaixona...

Um abraço

Viking Hiccup disse...

Bela foto. Que saudades do Porto. Tenho de arranjar um tempo para dar aí um salto.

pbl disse...

Obrigado, Carlos Romão.
Assim, sim.
A imagem é soberba.
Gosto muito desse grão.
Fiquei intrigado com a distância focal mas fui passear até ao sítio que referenciou e fiquei esclarecido quanto a este aspecto.

douro disse...

Uma maravilha! as palavras e a foto. Bravissimo! e se possìvel: "encore"

Donagata disse...

Que melhor homenagem poderias tu prestar ao teu irmão? Que maravilha de imagem associaste às suas palavras.

Só uma sensibilidade como a que eu conheço o faria.

Um beijo.

Márcia Cristina Lio Magalhães disse...

Quão lindas são as fotos do teu blog, parabéns!
E este poema então, belíssimo!

amplexos,

Márcia