6 de março de 2012

O Porto visto do alto - I

O Porto não é uma cidade onde abundem os edifícios altos. Há até por cá quem tenha um preconceito contra essas construções que modelam, e bem, tantas cidades de grande e média dimensão.

Entre o Bessa e o Foco

Até ao início da segunda metade do século XX, a cidade, vista de Gaia, manteve o perfil que foi sendo construído nos séculos anteriores. Do casario de altura média emergiam, como pontos mais altos, as torres das igrejas dos Clérigos, do Bonfim e da Lapa. Só no fim dos anos 40 do século XX despontou uma nova torre, a da Igreja da Senhora da Conceição, fazendo companhia às demais.

Nos anos 60 surgiram outras torres no centro da cidade, que alteraram o perfil do Porto, estas já não de carácter religioso, mas profano: a da cooperativa O Lar Familiar, em Gonçalo Cristóvão, a do Hotel D. Henrique, a do Jornal de Notícias e a da Cooperativa dos Pedreiros, na rua de D. João IV. A ocidente, já fora do centro, construíram-se na mesma época as torres da Varanda da Barra e, mais tarde, as da Pasteleira. O perfil do Porto mantem-se de então para cá com poucas alterações, porque as construções altas que foram aparecendo nos últimos 30 anos, vêem-se mal ou não são mesmo visíveis, quando observamos a cidade da margem sul do Douro. Do cimo dessas torres obtemos, no entanto, uma percepção da urbe diferente daquela a que estamos habituados no dia-a-dia, quando circulamos pelas ruas “presos ao chão”.

É esse panorama, pouco comum, que irá sendo mostrado aqui, conforme forem sendo vencidas as dificuldades de acesso a alguns dos edifícios altos do Porto.

A Avenida do Bessa e a Escola Fontes Pereira de Melo

7 comentários:

João Menéres disse...

Arrisco aquela última e recuada torre do Foco, a seguir ao Millennium...

mfc disse...

Esta parte nova do Porto ficou bem desenhada e... arejada!
Gostei muito.

pbl disse...

E eu que moro num 11º andar de um dos pontos mais altos da cidade...

Carlos Romao disse...

Já eu... moro rente ao chão.

Jorge Portojo disse...

Recomendo um salto até ao Monte da Ervilha, há por lá uns arranha-céus.

Funes, o memorioso disse...

Pois eu tive uma fase da minha vida em que ia a reuniões de condomínio que se realizavam no último andar da Torre das Antas.
Só não tinha o talento do Carlos Romão...
Mas eu prefiro acreditar que é a minha máquina que não presta.
:-)

João Menéres disse...

Outro ponto alto: subir ao Edifício Burgo !