20 fevereiro 2013
15 fevereiro 2013
11 fevereiro 2013
10 fevereiro 2013
09 fevereiro 2013
Falar bracarense
Os vocábulos «aluquete», «artolas», «morrinhento», «estrugido», «trengo», e expressões como «vender água sem caneco» ou «bom para ir buscar a morte»,
são tão comuns em Braga como no Porto, apesar de o autor do Falar Braguês as atribuir aos bracarenses. Não seremos todos nós, galegos do sul, minhotos?
04 fevereiro 2013
O Porto visto do alto - VII
Em 1951, a propósito da inauguração do Palácio Atlântico, o escultor Barata Feyo (1899-1990), então professor na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, enumerou, num pequeno escrito, aquilo que considerava ser o património artístico da Praça D. João I. Referia, então, a decoração do Teatro Rivoli, do escultor Henrique Moreira (1890-1979); os baixos-relevos policromados de João Fragoso (1913-2000) no Café Rialto, que deu lugar a um banco; os frescos alusivos às artes, de Dórdio Gomes (1890-1976) e Guilherme Camarinha (1912-1994), no mesmo café; um «desenho de grandes proporções e precário colorido» que encheu uma das paredes do Rialto, de Abel Salazar (1989-1946) e, por fim, a «cerâmica colorida e requintada» com que Jorge Barradas (1894-1971) decorou a entrada e o pórtico do edifício. Não era pouco para uma praça que nem sequer é grande.Jorge Barradas foi escolhido para desenvolver aquele trabalho por Artur Cupertino de Miranda (1892-1988), o fundador, nos anos 40, do Banco Português do Atlântico e impulsionador da construção do Palácio Atlântico, onde o banco teve a sua sede, num tempo em que havia poder económico e financeiro na cidade.
As dimensões do Palácio Atlântico impuseram-se de tal modo que acabaram por ditar, em conjunto com a inclinação do terreno, o desenho da parte central da Praça D. João I, com o socalco onde assenta a colunata limitado por dois pedestais - que suportam os corcéis esculpidos mais tarde por João Fragoso - e duas amplas escadarias laterais com dois lanços, formando uma espécie de concha.Nas imagens vê-se o Palácio Atlântico, com a fachada remodelada, donde desapareceram os azulejos de revestimento criados por Jorge Barradas, e a Praça D. João I despida de gente pelas 18h00 de um dia de Janeiro, hora que há alguns anos seria considerada «de ponta», o que significa que a praça estaria a ser atravessada por milhares de pessoas no vai e vem diário do final de um dia de trabalho.
25 janeiro 2013
23 janeiro 2013
O Porto visto do alto - VI
Sá da Bandeira teve uma vida longa e bem preenchida. Fidalgo, militar e político viveu num período conturbado do século XIX, prenhe de revoluções, golpes e contra-golpes. A rua que tem o seu nome homenageia este liberal que perdeu o braço direito em combate, durante o Cerco do Porto, no Alto da Bandeira, em Gaia, onde hoje fica a Rua Marquês de Sá da Bandeira e o Largo dos Aviadores.A Rua de Sá da Bandeira foi aberta em quatro fases. A primeira para ligar a actual Praça da Liberdade à Rua do Bonjardim, em 1842. Em 1879 foi aberto o troço até à Rua Formosa, e só em 1911 chegou à Rua de Fernandes Tomás. A ligação à Rua de Gonçalo Cristóvão só ocorreu nos anos 40 do século passado.
A imagem mostra-nos o cruzamento da Rua de Sá da Bandeira, no Porto, com a Rua de Passos Manuel. Como curiosidade diga-se que Passos Manuel, outro reformador, foi ministro de um dos cinco governos formados por Sá da Bandeira entre 1836 e 1870.
21 janeiro 2013
O Porto visto do alto - V
Curiosamente esta é uma das ruas do Porto que nunca mudou de nome. Recebeu o de Passos Manuel, figura proeminente do início da monarquia constitucional, em Abril de 1877. A primeira parte da rua, entre Sá da Bandeira e Santa Catarina, foi aberta
em terrenos doados à cidade por D. Antónia Ferreira, a Ferreirinha. Mais tarde, a rua foi prolongada até à Praça dos Poveiros. Na imagem destaca-se, emergindo do casario para o céu, a torre do Coliseu, inaugurado em 1941.
17 janeiro 2013
O Porto visto do alto - IV
Para além da vista do conjunto de alguns edifícios que caracterizam o centro do Porto esta imagem apresenta-nos uma curiosidade que é menos perceptível ao nível do solo: o traçado que a longa rua do Bonjardim tinha antes das demolições dos anos 40, que deram origem à Praça D. João I. A feliz ideia foi dos arquitectos que renovaram aquela praça em 2001, quando o Porto foi Capital Europeia da Cultura. Daqui para cima a rua continua estreita e tortuosa, seguindo a trajectória secular da estrada que ligava o Porto medieval à cidade de Guimarães.
03 janeiro 2013
Igreja de Santa Clara
A exuberância da encenação barroca (séc. XVIII) sobre uma estrutura gótica (séc. XV).
31 dezembro 2012
O vôo dos pilritos
na praia do Castelo do Queijo
Com votos de que a alta finança internacional não nos corte mais as asas do que prometeu para 2013. Bom ano novo para todos.
Com votos de que a alta finança internacional não nos corte mais as asas do que prometeu para 2013. Bom ano novo para todos.
26 dezembro 2012
24 dezembro 2012
20 dezembro 2012
17 dezembro 2012
12 novembro 2012
Quem se lembra do «Vai no Batalha»?
Quem viu, de certeza que não esqueceu. Foi um êxito do Teatro de Marionetas do Porto que esteve meses seguidos em cena durante 1993, com lotações esgotadas, no teatrinho de Belomonte. Reuniu autores do melhor que tínhamos, e temos, numa revista à portuguesa fantástica e hilariante que trouxe à cena a alma popular portuense, caracterizada por uma linguagem - classificada por um crítico como vicentina - que não é novidade nenhuma para quem vive ou trabalha no Porto.
Vejam aqui um dos personagens incontornáveis desta comédia, o Fredo Brilhantinas, arrumador de «biaturas ligeiras», inspirado num personagem real do Largo de S. João Novo, que um dia caiu ao rio com o carro de um magistrado que lhe tinha confiado a chave da viatura para estacionar.
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