FRASES CHAVE
1 - Nesta altura, do Quinto Quadro Comunitário de Apoio, não vamos aceitar que mais uma vez, através de argumentos que muitas vezes não são verdadeiros, retirem à região Norte e ao Porto em particular, aquilo a que o Porto tem direito. (...) Há uma enorme opacidade sobre esta questão.
2 - Durante os últimos quatro quadros comunitários de apoio, aquilo que eram fundos de convergência, não serviu para criar convergência nenhuma.
3 - Dizem agora que o Norte vai receber mais 24,5% dos fundos comunitários. Eu também sei jogar com números. O que nós sabemos é que dois terços dos fundos vão ser aplicados em fundos temáticos sobre os quais não temos controlo. O Governo, ao dizer que há mais dinheiro para o Norte, está a somar o Fundo Social Europeu com o FEDER. No FEDER o Norte vai ter menos 8,8%, o Centro vai ter menos 11,5%, Lisboa vai aumentar 82%.
4 - Haverá grandes verbas colocadas nos fundos temáticos, mas esses fundos, mais uma vez, vão ser geridos em Lisboa. Segundo o spill over, efeito do tipo de uma mancha de óleo, alguma coisa haveria de cá chegar, mas o que temos verificado é que nunca chega.
5 - Não posso acreditar que o Governo da República, que diz que a reabilitação urbana é importante, se prepare para fazer em Lisboa uma operação de regeneração urbana (passar o terminal de contentores para a margem esquerda do Tejo) que vai custar 600 milhões de euros aos contribuintes, não tenha um milhão por ano para a reabilitação urbana do Porto.
A ver aqui, com intervenções de Rui Losa, do empresário Mário Ferreira, de Pedro Burmester e Germano Silva, entre outros.
11 fevereiro 2014
09 fevereiro 2014
Praia do Ourigo
Um minuto e quarenta e quatro segundos a observar os molhes do Douro fustigados pelo mar, hoje pelas 14h00.
03 fevereiro 2014
O Viaduto das Andresas
O Viaduto das Andresas, sobre a Via de Cintura Interna, foi um elemento chave na melhoria dos acessos ao Estádio do Bessa na altura do Euro 2004. Foi-se o futebol mas a infra-estrutura ficou, completando a via paralela à Avenida da Boavista que liga Campinas a Francos. O viaduto metálico, que pesa 800 toneladas, foi fabricado na Holanda e montado no local onde é hoje a Avenida do Bessa. O filme mostra a deslocação da pesada estrutura que em escassas duas horas foi colocada sobre a VCI.
02 fevereiro 2014
22 janeiro 2014
17 janeiro 2014
Quem não andou no 78?
07 janeiro 2014
Depois da tempestade...
A forte agitação marítima de ontem esmoreceu, deixando os estragos à vista. O bar Lais de Guia, apesar de ter sido invadido pelo mar, não apresentava prejuízos aparentes, mas a escola de surf mais a sul desapareceu. Na Foz, o bar-restaurante Praia da Luz estava irreconhecível, enquanto do Shis sobrou apenas parte da estrutura. A ver no Porto24.
06 janeiro 2014
05 janeiro 2014
03 janeiro 2014
Circuitos não turísticos no Porto
Foi em Novembro passado a que BBC se interessou pelos efeitos que a política de austeridade está a causar no quotidiano dos habitantes do Porto. Agora voltou à carga, e à conversa, com Gui Castro Felga, da Worst Tours, a empresa de três arquitectos desempregados, que se propõe guiar os visitantes da cidade por percursos não convencionais. A ver aqui: Tour guides in Portugal show off austerity hit city.
31 dezembro 2013
Camélias de Villar d'Allen
Foram colhidas hoje, pela manhã. São quatro das primeiras camélias que floresceram neste Inverno em Villar d'Allen. Lá para Fevereiro a floração das japoneiras estará no auge, concedendo um encanto especial à Quinta e, ao mesmo tempo, perpetuando a centenária tradição portuense de culto destas belas flores oriundas da Ásia. Aqui, servem de mote para desejar aos visitantes d'A Cidade Surpreendente um Bom Ano Novo.
30 dezembro 2013
28 dezembro 2013
Da origem do cimbalino
«Em 1956 a boa fama profissional da oficina de Manuel Ferraz levou a que fosse escolhida para agente da marca La Cimbali, moderna máquina italiana de tirar cafés. Porfírio foi a Itália fazer uma especialização para poder reparar as novas máquinas, cuja primeira foi montada no Café Central, em Anadia. Seguiu-se a montagem de máquinas nos cafés Águia d'Ouro, Palladium, Âncora dOuro, Tropical, Brasileira e Confeitaria Lobito (Largo do Padrão) no Porto, e nos cafés Sport e Pátria, em Matosinhos.» A ler nos Cadernos da Libânia.
24 dezembro 2013
22 dezembro 2013
13 dezembro 2013
12 dezembro 2013
A Pátria Dentro da Pátria
«Nasci no Porto. A cidade, os seus arredores, as praias próximas, descendo para o Sul, permanecem para mim a pátria dentro da pátria, a Terra materna, o lugar primordial que me funda. Ali estão as tílias enormes, as manhãs de nevoeiro, as praias saturadas de maresia, os rochedos cobertos de algas e anémonas, as Primaveras botticellianas, os plátanos, a cerejeira, as camélias.
Ali o rio, as casas em cascata, os barcos deslizando rente à rua nas tardes cor de frio do Inverno.
Ali o cais, a Ribeira, os rostos, as vozes, os gritos, os gestos.
Uma beleza funda, grave, rude e rouca. Escadas, arcadas, ruelas abrindo para o labirinto do fundo do mar da cidade. E, aqui e além, um rosto emergindo do fundo do mar da vida.
Porque ali é a cidade onde pela primeira vez encontrei os rostos de silêncio e de paciência cuja interrogação permanece.
Porque ali é o lugar onde para mim começam todos os maravilhamentos e todas as angústias.
Cidade onde sonhei as cidades distantes, cidade que habitei e percorri na ilimitada disponibilidade interior da adolescência.
Descia pelo Campo Alegre, passava a Igreja de Lordelo, seguia entre muros de jardins fechados.
Através das grades de ferro dos portões viam-se rododendros, buxos, cameleiras.
Depois surgia um rio e ao longo do rio eu caminhava sobre os cais de pedra, até à barra, até aos rochedos onde se espraiam as ondas.
Histórias de naufrágios, de barcos perdidos, de navios encalhados. Por isso nas noites de temporal se rezava pelos pescadores. Ouvia-se ao longe o tumulto do mar onde navegavam os pequenos barcos da Aguda tentando chegar à praia. Quando a trovoada estava próxima, a luz apagava-se. Então se acendiam velas e se rezava a Magnífica. [...]
Porque nasci no Porto sei o nome das flores e das árvores e não escapo a um certo bairrismo. Mas escapei ao provincianismo da capital.»
Sophia de Mello Breyner Andresen
11 dezembro 2013
25 novembro 2013
28 outubro 2013
Subscrever:
Mensagens (Atom)































