24 dezembro 2013
22 dezembro 2013
13 dezembro 2013
12 dezembro 2013
A Pátria Dentro da Pátria
«Nasci no Porto. A cidade, os seus arredores, as praias próximas, descendo para o Sul, permanecem para mim a pátria dentro da pátria, a Terra materna, o lugar primordial que me funda. Ali estão as tílias enormes, as manhãs de nevoeiro, as praias saturadas de maresia, os rochedos cobertos de algas e anémonas, as Primaveras botticellianas, os plátanos, a cerejeira, as camélias.
Ali o rio, as casas em cascata, os barcos deslizando rente à rua nas tardes cor de frio do Inverno.
Ali o cais, a Ribeira, os rostos, as vozes, os gritos, os gestos.
Uma beleza funda, grave, rude e rouca. Escadas, arcadas, ruelas abrindo para o labirinto do fundo do mar da cidade. E, aqui e além, um rosto emergindo do fundo do mar da vida.
Porque ali é a cidade onde pela primeira vez encontrei os rostos de silêncio e de paciência cuja interrogação permanece.
Porque ali é o lugar onde para mim começam todos os maravilhamentos e todas as angústias.
Cidade onde sonhei as cidades distantes, cidade que habitei e percorri na ilimitada disponibilidade interior da adolescência.
Descia pelo Campo Alegre, passava a Igreja de Lordelo, seguia entre muros de jardins fechados.
Através das grades de ferro dos portões viam-se rododendros, buxos, cameleiras.
Depois surgia um rio e ao longo do rio eu caminhava sobre os cais de pedra, até à barra, até aos rochedos onde se espraiam as ondas.
Histórias de naufrágios, de barcos perdidos, de navios encalhados. Por isso nas noites de temporal se rezava pelos pescadores. Ouvia-se ao longe o tumulto do mar onde navegavam os pequenos barcos da Aguda tentando chegar à praia. Quando a trovoada estava próxima, a luz apagava-se. Então se acendiam velas e se rezava a Magnífica. [...]
Porque nasci no Porto sei o nome das flores e das árvores e não escapo a um certo bairrismo. Mas escapei ao provincianismo da capital.»
Sophia de Mello Breyner Andresen
11 dezembro 2013
25 novembro 2013
28 outubro 2013
22 outubro 2013
Novos ventos para o Porto
21 outubro 2013
Um funicular para turistas?
Um pouco das origens do funicular dos Guindais, o seu percurso recente e a visão mercantilista que a Metro do Porto tem dos transportes públicos, estão nesta notícia do Porto24. Ébria com o número de passageiros transportados, a empresa acabou com o Andante azul e passou a cobrar 2,00 euros por viagem no elevador. Os STCP adoptaram o mesmo critério redutor para os nossos velhinhos e encantadores eléctricos. Fica a pergunta: os transportes públicos são para os habitantes da cidade ou para os turistas, enquanto residentes eventuais? Se a cidade for um local bom para os seus habitantes será, com certeza, acolhedora para os turistas. O contrário, a cidade pensada para os turistas, terá tendência a expulsar, ainda mais, os seus habitantes.
19 outubro 2013
17 outubro 2013
Nostalgia sobre rodas
09 outubro 2013
O Mercado de Matosinhos
Foi após a construção do Mercado Municipal de Matosinhos que a Câmara do Porto encomendou à empresa ARS - Arquitectos «um edifício que marque a sua época e o seu fim», a ser construído na zona oeste da cidade. Nasceu assim o mercado do Bom Sucesso. Conhecemos o seu triste fim. A classificação de Imóvel de Interesse Público de pouco valeu. Aquilo que o Bom Sucesso tinha de melhor, a luminosa abóboda hiperbólica, foi ofuscado pela iniciativa do presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, ao privatizar o edifício e permitir a construção, no interior do mercado, de um hotel e de uma fundação, a par de um centro comercial. Ficou assim definitivamente (?) desvirtuado aquele exemplar único da arquitectura moderna portuguesa, edificado no início dos anos 50 do século passado.
O Mercado Municipal de Matosinhos, parente do Bom Sucesso, por ter sido projectado pelos mesmos arquitectos e construído na mesma época, teve, porém, melhor sorte, ao ter sido reabilitado em 2009. Em 2012, a Câmara de Matosinhos comemorou os 60 anos daquela estrutura, considerando-a «uma peça arquitectónica fabulosa e única no mundo», por não haver nenhuma com aquela amplitude e tal grandeza. O mercado, como se vê na imagem, mantém as funções para que foi projectado e construído, permitindo o usufruto do seu belo espaço por quem vive nesta região.
02 outubro 2013
01 outubro 2013
30 setembro 2013
27 setembro 2013
Candidatos à CMP
Candidatos à CMP
Candidatos à CMP
Candidatos à CMP
17 setembro 2013
Candidatos à CMP
Rui Moreira
Instado a pronunciar-se sobre o seu pensamento ideológico, perante o apoio do CDS à sua candidatura, Rui Moreira define-se como claramente de esquerda, do ponto de vista das preocupações sociais, enquanto no que toca as funções do Estado será provavelmente uma pessoa de direita. Seja lá o que isto quer dizer, Rui Moreira capitaliza a defesa pública dos interesses da cidade e da região ao longo dos últimos anos, quando outras vozes, que tinham a obrigação de o fazer, como a do seu apoiante Rui Rio, acordaram tardiamente para esta questão. «Se tivéssemos no Porto o envelope financeiro do Estado que permitiu fazer a Expo ou que agora vai permitir transferir os contentores de Lisboa para a Trafaria para libertar a frente urbana ribeirinha de Lisboa, teríamos metade dos problemas de reabilitação urbana resolvidos», afirma. Se for eleito, terá como prioridades a criação de um fundo de emergência e solidariedade social, a reestruturação dos serviços camarários e a reabilitação urbana. A ler no Porto24.Candidatos à CMP
Nuno Cardoso
Nuno Cardoso, candidato independente e ex-presidente da Câmara do Porto diz estar na corrida eleitoral por ter sido instado pelos portuenses a fazê-lo. Perante a questão incómoda de concorrer para dividir os votos do Partido Socialista, o que beneficiaria Luís Filipe Menezes, Nuno Cardoso responde que os votos não são dos partidos, que está num projecto sério para renovar a democracia e servir o Porto. Sustenta que poderia ser o candidato de um partido mas que isso não o motivaria; que foi sondado pelo PS mas que nunca aceitaria integrar a lista de Manuel Pizarro porque só admite ser liderado por alguém superior a ele. Nuno Cardoso responde ainda a três perguntas em que Rui Veloso o interroga sobre as hipóteses que terá de vencer as eleições, que avaliação faz sobre «o califado de Rio» e que propostas fracturantes tem para a cidade. A ler no Porto24.10 setembro 2013
Candidatos à CMP
Manuel Pizarro
O Porto24 iniciou com Manuel Pizarro uma série de entrevistas a candidatos à presidência da Câmara Municipal do Porto. Pizarro abordou várias questões prementes para quem aqui vive: o Mercado do Bolhão, que reabilitará até 2015, mantendo-o como o grande mercado de frescos que é; a pobreza extrema, afirmando que quando completar um ano de mandato não haverá pessoas a viver nas ruas do Porto; a desertificação e a revitalização do comércio, que se propõe solucionar através da simplificação dos processos de licenciamento, fazendo da Câmara um aliado dos investidores. Falou ainda de urbanismo e de problemas criados pelo poder central à cidade, das perdas de autonomia do aeroporto do Porto e do porto de Leixões, da desvalorização dos estúdios da RTP e do papel do Estado na Sociedade de Reabilitação Urbana. No final respondeu a três perguntas postas pelo músico Rui Reininho. A ler aqui.29 agosto 2013
O belo-horrível
25 agosto 2013
Festas de S. Bartolomeu na Foz do Douro
Cor, música, sorrisos e muita gente nas ruas. O cortejo de trajes de papel constitui o momento mais popular das festas de S. Bartolomeu, na Foz do Douro. Entre outros temas encenados este ano, foram evocados a revolução da Maria da Fonte e os Descobrimentos Portugueses, enquanto os moradores do Bairro da Pasteleira homenagearam Manoel de Oliveira. O desfile, como é tradição, acabou com o banho santo no mar, onde os trajes se desvanecem para que os trajados recebam os favores de S. Bartolomeu.
23 agosto 2013
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