9 de maio de 2005

«Não gosto da Casa da Música...»



«Não gosto da Casa da Música, mas vou ter de viver com ela». Foi com esta frase de Hélder Pacheco, historiador da cidade do Porto, que Beatriz Pacheco Pereira me aguçou a curiosidade para ler com atenção um artigo de opinião, publicado por si no Primeiro de Janeiro, sobre a obra de Rem Koolhaas. Curiosidade acentuada, por Beatriz Pacheco Pereira estar ligada ao mundo do espectáculo.

E o que nos diz a fundadora do Fantasporto? Que a sua posição é quase a mesma de Hélder Pacheco. Lamenta ter de se habituar a ver aquele «poliedro mal amanhado» pousado na cidade. Classifica o edifício como um monstro de egoísmo, um labirinto em betão bruto «cheio de corredores, passadiços, portas estreitas e escondidas, escadas vertiginosas e acessos dificílimos».

Como a unanimidade pode, por vezes, ser empobrecedora e apesar do entusiasmo pelo edifício manifestado neste blogue, fica aqui a ligação para o texto de Beatriz Pacheco Pereira.

16 comentários:

guevara disse...

Vi, com curiosidade de quem faz projectos, o texto da dita Senhora.
Ora, se esse texto se refere a uma visita que fez quando ainda andava tudo em obras, é natural que o betão lhe parecesse muito pesado.
Quando, alguém, for ver obras, entrar nelas e percorrê-las, por favor não façam juízos ao seu aspecto. É natural que, não estando concluidas, não seja a mesma coisa.
Quanto aos ouros aspectos funcionais (salas de espectaculos), também concordo que haja falhas...

Avidez disse...

Daquilo q li sobre a teoria da obra arquitectónica de Rem Koolhaas, este pretende, com os seus edifícios, obter um efeito de ruptura com o resto da cidade, criando uma nova ambiência q é conseguida c o contraste entre o novo e o antigo. Parece-me q, como tal, este tipo de obras serão sempre polémicas, e q não pretendem adaptar-se à cidade em q estão inseridas de um modo pacífico. Acho q o facto de existirem opiniões tão diversas é o mesmo q constatar q existem sensibilidades diferentes. Eu como estudante de arte acho q esta ousadia terá os seus frutos, e q estes serão positivos.

Anónimo disse...

Nós precisamos de muitas casas. Nós precisamos de muita música. E de beleza e de inquietudes geradoras de ARTE. nós precisamos de muitas casas de música onde se ouça o silêncio majestoso da VOZ. Nós tb precisamos do Carlos Romão para nos mostrar aqui o que ÁS VEZES FICA LONGE.bOA NOITE.E UM ABRAÇO.

Mendes Ferreira disse...

ISTO ANDA COMPLICADO, NÃO ERA ANÓNIMO, ERA I.mendesferreira.

Carlos disse...

pouco me importa a opinião dos outros!
eu GOSTO!
arranjem lá as desculpas que quiserem!
é um belo edifício e com uma finalidade que ultrapassa tudo!

haja música...da boa, qualquer que ela seja!

haja mais casas da música por este triste país! bem estamos todos a precisar!

Xi

amie disse...

Não se pode agradar a todos!
Fico um bocadinho mais preocupada com a notícia que ouvi hoje, de que os museus andam queixosos de não terem apoio do Estado!Convém não esquecer os 'menores' :)!
Pode ser que voltemos aos tempos do cubo de acrílico em Serralves, coisa detestável!:)

Anónimo disse...

Eu gosto da Casa da Música.

Miguel B

Anónimo disse...

Link para a PARTE II do artigo da Beatriz Pacheco Pereira

pb

grzl disse...

quanto mais vezes olho para ela mais gosto.durante quase 1o anos, vinda marechal gomes da costa, onde morava, saía do electrico na rotunda da Boavista, porque estudava no Colégio Lusitano na Vieira Portuense. Vi a transformação de toda a zona, nos últimos 30 anos. acho que a Casa da Música levou ao Porto uma lufada de ar fresco.
eu gosto muito da Casa da Música.
um abraço
graziela

João P disse...

Belas fotos do Porto...
(eu gosto da Casa da Música)

Karin disse...

Olá Carlos, também foi para mim uma surpresa saber que escrevias no Oubelá, de que ainda ouvi falar no 2º ano nas aulas do professor Zamith. Lembro-me de na altura ter achado o nome do blogue muito bem conseguido.
Pelo que dás a entender (e posso ter entendido mal) deixaste o curso. Espero que tudo esteja a correr pelo melhor, pelo menos no que à blogosfera diz respeito já vi que sim :)

beijoka, aparece sempre que eu faço o mesmo.

Bruno disse...

Por acaso ate gosto

Kraak/Peixinho disse...

Eu acho que o Porto precisava de um espaço assim, super à frente. Até gosto. Polémicas à parte, pois seria impossível agradar a gregos e troianos, lembro-me qdo foi a telenovela do CCB em Belém. O que é um facto, é que o espaço lá continua com as romarias habituais. O interior da Casa da Música ainda não o conheço, mas a senhora reconhece que visitou o espaço em condições diferentes das actuais. Vá lá, vamos dar uma oportunidade a mais um espaço de cultura, que é algo que o nosso país precisa... cada vez mais!

(Carlos, já te disse que gosto muito deste teu blog?)
Um abraço a todos
Kraak/Peixinho

Periférico disse...

Primeiro Ponto: Gosto do edifício! Acho-o original e que será um equipamento que ajudará a dar realce ao Porto, assim como Serralves e o Estádio do Dragão. 3 Equipamentos de excelência!

Segundo Ponto: acho muito pertinentes algumas das observações feitas por Beatriz Pacheco Pereira, já que se deve ser crítico quando se trata de obras públicas que devem ser criteriosamente geridas, o que não me parece que tenhas sido o caso.

A mim custa-me como amante do género que a Ópera não tenha sido contemplada, mas isso não é culpa do arquitecto é de quem não contemplou tal no programa do edifício. Se o Porto iria ter um equipamento desta envergadura, não devia o mesmo permitir uma maior abragência dos vários espectáculos musicais?

Espero ardentemente que a futura fundação da Casa da Música saiba superar esta lacuna do seu espaço, com uma articulação solidária e cooperante com outras salas da cidade, como por exemplo o teatro de S.João um clássico Teatro de Ópera e que não tenho memória de ser recentemente utilizado para essa função.

Um abraço

maria disse...

Pois eu adoro a Casa da Musica!
Uma obra majestosa e brilhante. Agora que abriram mais o espaço onde estava inserida, ficou muito mais evidenciada. É impossivel ignorá-la. Vale a pena ve-la de noite, parece um diamante ! Lamento só que os acessos sejam dificeis porque esta Casa devia ser para todos.
Obrigado e um abraço de Parabéns
ao blogista.

nuno2maz disse...

Obviamente não é o estilo arquitectónico da casa da música que impera, mas a finalidade de uma tal construção, uma finalidade nobre para um povo de uma forma geral bastante pobre,... musical e artisticamente falando, bem entendido. Finalidade nobre ou não, como tudo o que é obra que se faz neste país, feia ou bonita, airosa ou sombria, serviu ao mesmo tempo para encher os bolsos de uns tantos plutocratas que parasitam à volta das cadeiras públicas. Salve-se a obra, apesar de tudo, e a nobreza da sua finalidade.....