5 de abril de 2006

Painéis do Palácio Atlântico

A caixa de comentários está aberta a quem quiser contribuir para a interpretação dos painéis decorativos, em mosaicos cromados, do pórtico do Palácio Atlântico, na Praça D. João I, da autoria de Jorge Barradas.














27 comentários:

João Dias de Carvalho disse...

Não vou concorrer para a sua leitura mas muitos parabéns pelas fotografias.


JAC
Blog - "O meu Computador"
(Tecnologias de Informação e Comunicações)
http://o-meu-computador.blogspot.com/

Funes, o memorioso disse...

Obrigado, Carlos, por me conduzir o olhar e me forçar a ver o que tantas vezes me passa despercebido.
Já pensou ir ao Palácio da Justiça fotografar os painéis do Camarinha?

CARMO disse...

Porque será que ninguém olha para cima?! Obrigado Carlos por nos fazeres olhar mais atentamente para a "nossa cidade"!

Filipa disse...

Quando me apercebi do meu gosto pela fotografia, aprendi que temos que olhar as "coisas" em todas as direcções e de vários ângulos. Só assim teremos uma percepção completa daquilo que nos rodeia! Parabéns pelas fotografias.

musalia disse...

que maravilha! faço voz com todos os que agradecem a chamada de atenção. para mim é novidade porque não conhecia!
bjs.

Menina_marota disse...

Já passei aí tantas vezes, era pequenita e o meu Pai trabalhava no extinto Banco de Angola...

... parávamos aí a olhar os painéis e, depois seguíamos para o Garça Real (será que ainda existe?)Trouxeste-me gratas recordações...

Um abraço ,)

bombas disse...

cego é ter olhos sãos e não ver.
tantas vezes lá passei e nunca dei por semelhante beleza. é a pressa, o stress do dia-a-dia que nos impede de ver o que foi feito para ser contemplado.
obrigado por me "abrirem os olhos".

pepe disse...

Por acaso já tentei olhar com toda a atenção, mas o pescoço não aguenta. Vendo assim as fotografias dá dó pensar no que há de belo na cidade e nos passa ao lado.
A propósito, por que estragaram o revestimento da fachada original? E porque eliminaram o belíssimo lago em frente?
Ainda a propósito: alguém é do tempo em que havia um restaurante no último andar, com um belíssimo terraço? E sou eu que deliro, ou já houve uma esplanada na praça, frente a tal lago?

henrique disse...

Ora aí vai mais uns conhecidos. O meu Pai trabalhou nesse edifício. Na Gáscidla(iniciadora com outras do que é hoje a Petrogal ou melhor Galp). Porque não concorrer a património mundial?Abraços e obrigado por me recordar a minha meninice.

rps disse...

Praça D. João I - aí está mais um exemplo de ganho com as obras. Tornou-se numa praça muito mais aprazível.

Quanto à interpretação dos paineis, sinto-me incapaz... Fazem parte da minha memória de infância, embora, curiosamente, nunca os tenha apreciado muito...

Carlos Romao disse...

Funes,
Os painéis do Camarinha são uma boa ideia, eu é que só fotografo aos fins-de-semana. Mesmo assim é cada vez mais difícil fotografar, há proibições a torto e a direito. Umas fazem sentido, outras são absolutamente idiotas, sobretudo quando se trata de bens públicos que não envolvem questões de segurança. Faz sentido a proibição de fotografar na Casa do Infante? Ou terem-me proibido de fotografar a exposição sobre a obra de Marques da Silva, ou a de Artur de Magalhães Basto na Biblioteca Almeida Garrett? E porque é que se pode fotografar livremente em Serralves, ou no Centro Reina Sofia em Madrid? Acho que, frequentemente, os agentes do Estado se apropriam indevidamente das coisas públicas, confundindo a guarda com a posse.

Pepe,
Não conheço o interior do Palácio Atlântico. A fachada era ligeiramente curva, a anunciar a curvatura acentuada que a praça faz com o quarteirão da Rua do Bonjardim. Era aí que ficava o Banco de Angola, como se lembra a Menina_marota. Se não me engano, o edifício, na origem, tinha um revestimento creme, em azulejo. Depois foi vestido de castanho escuro, com chapas metálicas. Agora está branco.
A fonte que foi retirada da Praça D. João I será reconstruída brevemente na Praça Marquês de Pombal.
__________
E agora um apelo, em forma de pergunta: haverá alguém que passe por aqui e que tenha bibliografia sobre os painéis do Palácio Atlântico?

peciscas disse...

Vim aqui hoje, pela primeira vez, conduzido por mão amiga.
E ainda bem.
Não nasci no Porto mas vivo cá há longos anos. Por isso já é a minha cidade.
E as tuas imagens embora de locais familiares fazem-me redescobrir vivências.
Este teu espaço vai passar a ser uma visita obrigatória.

Pedro Estácio disse...

Carlos,

Aos anos (!!!) que passo pela João I, por baixo dessas arcadas, e nunca me tinha apercebido desses paineis fantásticos. Obrigada CR!

A D.João I, que hoje em dia não atravesso com a frequência de outros tempos, ficará sempre ligada às idas à Tubitek, para vez as últimas novidades do vinil... Tantas horas passadas a ouvir música... bons tempos...

Estas tuas escolhas, não sei pq razão, últimamente têm desencantado algumas recordações bem interessantes...

Grd Abrç para ti,
Pedro Estácio

Balzakiana disse...

A vantagem de ser «novata» aqui no Porto, é que tenho olhos para tudo. Estes painéis sempre me maravilham ( e estragam o pescoço...mas vale a pena) Vou tentar saber algo sobre a história destes paineis, por intermédio de alguém que lá trabalhou no Banco...
O seu blog ajuda-me , e muito, na descoberta do Porto...
E o painel que se situa no interior já o viu, ali mesmo à entrada, virada para a Praça?

Arrebenta disse...

A Rainha da Sucata

Andam por aí umas vozes em sobressalto com o que se escreve na Net, e, à cabeça, com a crescente influência das temáticas, abordadas nos ?blogues?, sobre a Opinião Pública Nacional. Cumpre-me aqui dizer que sou novo nos ?blogues?, e suficientemente antigo, na Opinião Pública. E como me estou, à cabeça, aparentemente ? depois, verão que não... ? zenitalmente borrifando para os ?blogues?, vou, pois, começar pela Opinião Pública.

Ora, em qualquer país pretendido civilizado, a Opinião Pública não é mais do que um misto de emoção e raciocínio difuso, que leva a que as sociedades exerçam, em conjunto, as suas auto-análises, os seus direitos espontâneos de aprovação e desagrado, e uma necessária catarse colectiva, fruto dos sabores e dissabores do Rumo da História.
Os períodos de Opressão e de Distensão medem-se, pois, pelo vigor e maturidade que essa Opinião Pública manifestar.
Na sua coluna de despedida do ?Diário Digital?, Clara Ferreira Alves, criatura que nunca frequentei, nem sequer sabia que escrevia, mas que, naquele panorama do Ridículo Nacional, apenas me fazia, de quando em vez, sorrir, entre as suas apalhaçadas oscilações entre o negro azeviche e o louro caniche, dizia eu, centra-se, num dado momento da sua despedida, sobre a perniciosa influência dos blogues na tradicional ?Imprensa Impressa?: de acordo com ela, ?A Blogosfera é um saco de gatos, que mistura o óptimo com o rasca, e (as vírgulas atrás são todas minhas) acabou por se tornar num magistério da opinião (d)os jornais?, os quais nunca foram sacos de gatos, sempre souberam recolher o óptimo, e nunca constituíram um prolongamento do magistério dos Interesses Ocultos Predominantes.

É óbvio que em todos os jornais, como em todos os "blogues", como em todos os programas de televisão de carácter rasca, -- terríveis eixos do mal --, ?existe e vegeta um colunista ambicioso, ou desempregado, (as vírgulas continuam a ser minhas), ou um mero espírito ocioso e rancoroso?, que pode ser vário, como os nomes de Satã.
?Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, [publicando] agora as ejaculações?, as quais deveriam continuar a ser privadas, porque o exercício da cobrição, que tantas vezes levou a que um mau texto aparecesse nas parangonas da Crítica, fruto de uma noite mais ou menos bem passada, ou de uma jantarada em lugar eminente, poderia, e deveria, pelos mais elementares deveres do Pudor, nunca ultrapassar a atmosférica fronteira do Secreto e do Invisível. Para mais, parece que, nos blogues, escancarada janela rasgada sobre o Tudo, já não existe aquela claustrofóbica sensação das escassas três ou quatro janelinhas, onde a iluminação da Crítica Impressa revelava ao profano o pouco que se fazia, e, logo, podia aspirar a existir. Parece que nos blogues, dizia eu, se fala agora abertamente de tudo e de todos, e não apenas dos amigos, dos que nos assalariaram o texto, ou dos que nos pagaram para sermos gerentes da sua irremediável Insignificância.

Compreende-se a angústia da Clarinha: com a ascensão dos ?blogues? e o declínio dos jornais, anuncia-se também o fim do monopólio das palas postas nos olhos dos burros, e daqueles que tinham o exclusivo poder de as pôr.
Clara Ferreira Alves manifesta-se inquieta pelo seu Presente, e teme pelo seu Futuro. Mais acrescento eu que o que está em jogo é, sobretudo, o seu PASSADO e o de todos os que se lhe assemelham, porque a Cabala, que, durante décadas, tão habilmente geriram, se está agora a desmantelar por todos os lados.

Nos ?blogues?, nada mais existe do que quem diariamente fale de tudo e todos, sem defender quaisquer sistemas que não os da prevalência do Excelente sobre o Medíocre, do Livre sobre o Encomendado, e, sobretudo, quem o faça GRATUITAMENTE, ou seja, por mero Dever Cívico, por vontade de intervir, por caturrice, ou tão-só pela amistosa gratidão de poder Partilhar.

É verdade que com os ?blogues?, poderá estar em jogo o fim da Palavra Comprada, e já estar a vislumbrar-se o início da Era da Palavra Livre e Particular, o Reino da Palavra Gratuita. Talvez seja isso a Comunicação Global. Em breve, também aí se fará a separação do Trigo do Joio, e passará a vencer quem melhor escrever e mais for lido, dispensando-se as tradicionais encomendas das almas.

Penso, publico, sou lido, e logo existo. Tudo o resto é vão.

Ah, e isto não é um texto para resposta, sobretudo qualquer tipo de resposta, como dizia o Vasco Pulido Valente, que metesse ?na conversa a sua célebre descrição do pôr-do-sol no Cairo.

Muito obrigado.?

http://braganza-mothers.blogspot.com/

Anónimo disse...

Eterna

Do lado de lá do rio
Olho o Porto, de tal jeito
Que me faço o desafio
De lhe achar algum defeito.

Do lado de lá do rio
Canto a vida que palpita
Faça calor, faça frio
Nesta cidade bonita...

Passa um rabelo no rio
E a cidade, langorosa
É bela fêmea no cio
Exuberante e vaidosa.

E vêm 'stações, passam anos
Passa a infância, a mocidade
Os amores e os desenganos
Tudo passa na cidade;

E aos passantes da rua
À gente de toda a idade
Chega a morte; álgida, crua
Mas é eterna a cidade!...


Maria Mamede

P.S - A texto não é meu. Apanhei-o na blogosfera e atrevi-me a deixá-lo num pedaço de Porto muito bonito

escorpiaotenhoso disse...

Muito interessante o seu trabalho de divulgação do Porto. As suas imagens e palavras são obrigatórias para mim...

ET

T. disse...

Espantosamente bonitos, mas também tão espantosamente ocultados!
Vivi aí tantos anos e não consegui ver nada disto!
Obrigada.

cas disse...

Incrível, as vezes que eu já aí entrei sem nunca dar conta!!!!!!
Lindíssimos, de facto.

Rosario Andrade disse...

Bom dia!
Os paineis sao magnificos! É uma pena que estejam tao ao alto, oferecendo tanda dificuldade na sua visualizacao. Deve ser pela tematica paga... Mercurio, Neptuno e a galateia. Os meus deuses preferidos!
Felizmente o teu olho de rapina sabe colher estas perolas para nos oferecer!...
Bjico

Anónimo disse...

tudo impecavel mas para quÊ a publicidade! pop ups...pesadelo!

MJE disse...

Mais um serviço generoso, oferecido à comunidade virtual da net e realizado com a habitual mestria fotográfica. Preparo mail para lhe enviar, com dicas sobre o que pergunta.

para mim disse...

O painéis são obviamente uma homenagem ao papel histórico da cidade do Porto e o comércio internacional. No primeiro caso temos a "Navegação". Depois as descobertas marítimas, com sereias e cavalos marinhos. A seguir o Comércio e o seu Deus, Mercúrio, o das asas aladas. A pesca é o seguinte e seguem-se mais temas marítimos para culminar com Neptuno e a amada Anfitrite. Tudo isto para nos dar mais dados que o Porto é a cidade que nos deu o nome de "Porto do Graal"... Algo que está esquecido, pois hoje são raros os que olham para cima...

O Pilha Blogs disse...

Moro no Porto desde sempre, ou seja desde 1970, a praça D.Joao I sempre foi um sitio por onde passei com muita frequência, já calquinhei aquele passeio milhares de vezes e nunca reparei nesses paineis, mas é certo que da proxima vez que ali passar essa passagem vai ser bem mais demorada do que é habitual... Obrigado...!
Já agora a fonte que existia nessa praça está agora a ser recontruida no novo Jardim do Marquês...

Folhas disse...

Belo blog e excelente registo. Conheço muito mal o Porto, mas estes paineis já os tinha descoberto, ai na zona há uma loja de fotografia, aliás há algumas, mas uma que frequento com alguma regularidade, fica numa rua perpendicular a esta...
Qunato à origem/historia dos paineis, não sei, nem me atrevo a inventar.
Mas mais uma vez, excelente registo. Parabens.

Daniel dos Santos disse...

Palácio do Atlântico, uma obra do modernismo português dos ARS arquitectos. Era bom saber se são contemporâneos ao edifício...

Anónimo disse...

O Projeco do edificio é da autoria do Gabinete "ARS arquitectos", constituido pelos arquitectos Cunha Leão, Fortunato Cabral e Mário Soares, que tinha parcerias com escultores e pintores.

Na qualidade de continuador deste gabinete de arquitectura, com a mesma designação de "ARS arquitectos", é com muito gosto que vejo reproduzidos estes painéis do tecto exterior.

Francisco da Cunha Leão
arquitecto