03 outubro 2010

O farolim de Felgueiras...

... durante a borrasca que se abateu sobre o litoral no dia de hoje ...





... e há apenas uma semana, banhado pelo sol quente num dia de céu azul.

30 setembro 2010

Quatro pontes


Infante, Maria Pia, S. João e, ao fundo, a ponte do Freixo. Clique na imagem para ampliar.

27 setembro 2010

Gaia, praias de sonho









Há uma fotografia da revolução de 74 que nos revela, em segundo plano, uma parede onde estão cartazes com o lema “Moçambique, praias de sonho”. Quereria o regime de então promover a ex-colónia como destino turístico.
Em Gaia, foi feito ao longo de anos um trabalho notável de limpeza das ribeiras que desaguam no mar. A par disso foram construídas, nas praias, paliçadas que protegem e favorecem a consolidação do cordão dunar. Um passadiço que permite percorrer a orla marítima a pé, de Lavadores até Espinho na distância de 15 km, vem completar o conjunto.
Se a isto juntarmos águas transparentes, areais limpos e a beleza natural do lugar, poderemos adaptar, com propriedade, a divisa do cartaz de outrora, o que dará: Gaia, praias de sonho.

24 setembro 2010

A Justiça



A Justiça tal como a viu Leopoldo de Almeida: uma figura juvenil, serena, de olhos abertos, munida da espada punitiva e da balança do rigor. A estátua, que tem 6,5 metros de altura, está enquadrada por um baixo-relevo em granito, da autoria de Euclides Vaz, que representa cenas bíblicas e as quatro virtudes cardeais: a Prudência, a Fortaleza, a Justiça e a Temperança.
Para ver outras obras de arte do Palácio da Justiça do Porto, carregue aqui.

21 setembro 2010

20 setembro 2010

Porto sem ideia nem elites

A crónica de Carlos Abreu Amorim, a ler na íntegra, no Jornal de Notícias

"(...) O Porto significa autonomia, autogoverno dos assuntos que lhe são próprios, irrequietude perante os poderes externos. Estriba-se na memória milenar de uma cidade de comerciantes que se regia por leis e costumes locais, em que os nobres não podiam pernoitar e em que a pata suja da Inquisição nunca mandou. Muito ao contrário do resto do país.
(...)
Contudo, se as elites nacionais se assemelham a uma caricatura indigesta, as do Porto parecem ter-se sumido na decadência que tem assolado a cidade.
(...)
Rui Rio já engendra pretextos pífios para recusar um novo hospital de crianças - alguns, poucos, protestaram mas a maioria manteve-se num silêncio apático e bovino. Entretanto, o Governo teima em abalroar a região entre Aveiro e Caminha com portagens nas vias que tinha jurado nunca virem a ser pagas - em Junho, muitos reclamaram mas agora parece descido sobre as pessoas um véu pardacento de capitulação que leva a admitir que esta região seja discriminada já em Outubro enquanto o resto do país só pagará as Scut não se sabe bem quando.

A aquiescência subserviente face aos desmandos dos maus governos, sejam locais ou central, é um sinal distintivo que contrasta com o modo de ser que fez o Porto. Quando nada parece beliscar a modorra das elites e o comodismo de quase todos, constata-se que a ideia do Porto se está a tornar uma recordação de tempos que já lá vão."

17 setembro 2010

Edifício "A Nacional"

Um projecto, de 1919, entre muitos outros com que o arquitecto Marques da Silva moldou parte daquilo que o Porto é hoje.





10 setembro 2010

Final do Verão...

... na praia da Aguda, em Gaia.

09 setembro 2010

Final do Verão...

... nas Caxinas, Vila do Conde.

E não é que tem razão?

Quando falamos de serviço público de televisão, constatamos que, em matéria de preservação e divulgação da língua, da cultura, da civilização e da memória dos portugueses, o melhor canal é, de longe, a TV Galicia.

Funes, o memorioso

08 setembro 2010

Final do Verão...

... na praia de Miramar, em Gaia.

27 agosto 2010

Heróis da Ribeira



A ponte ...



... a hesitação do André, de 8 anos ...



... e o salto da Tatiana, de 11 anos.





10 agosto 2010

Pontos de vista #2



Qual seria o motivo de tanta atenção, imaginem lá... não era o fotógrafo que estava do lado oposto, divertido com o que observava. Era a Igreja de Santo Ildefonso.

04 agosto 2010

O Douro Queen



Os cruzeiros no rio Douro são hoje anunciados, internacionalmente, em pé de igualdade com outros cruzeiros nos rios europeus, do Danúbio ao Reno, do Elba ao Sena ou ao Ródano.
Cumprida, ao longo de anos de exigências para com o poder central, a vontade do Douro navegável, falta agora reabrir a linha do caminho-de-ferro paralela ao rio, que ligava o Porto a Barca d’Alva e hoje fica pelo Pocinho. A linha do Douro para além da Régua, tal como tem acontecido com a do Tua e sucedeu com outras definitivamente encerradas, tem sido vítima de decisores estranhos ao desenvolvimento da região norte, gente que lhe tem aplicado a fórmula consabida: incompatibilizam-na com os passageiros para depois a fecharem, alegando que não tem procura.

Na fotografia vemos o Douro Queen (sic), um dos barcos que ligam o Porto a Vega Terrón, na região de Salamanca, passando sob a ponte da Arrábida.

29 julho 2010

O comboio constrói, a barragem destrói


O vale do Tua visto da janela do comboio em Julho de 2008.

CLASSIFICAÇÃO DA LINHA DO TUA COMO PATRIMÓNIO DE INTERESSE NACIONAL

Vimos convidar os senhores e senhoras jornalistas para participar numa Conferência de Imprensa, na próxima sexta-feira, dia 30/07, pelas 11.15h, no Café Majestic, no Porto, na qual será apresentada a resposta favorável dada ao Requerimento e o teor do Despacho relativo ao pedido de abertura do processo de classificação da Linha Ferroviária do Tua como Património de Interesse Nacional.

Este requerimento foi entregue no IGESPAR, no passado dia 26 de Março, por um conjunto de cidadãos que tem vindo a lutar pela classificação da Linha do Tua, assim como personalidades do meio cultural, artístico, académico, científico, ambientalista, político e sindical e é sustentado na Lei de Bases do Património Cultural (Lei nº107/2001 de 8 de Setembro).

Os subscritores deste documento consideram que a Linha do Tua merece a classificação como Património de Interesse Nacional, não só pelo papel histórico que desempenhou e pela obra-prima de engenharia portuguesa que constitui, mas também, e ainda, como exemplar único do património ferroviário e industrial do nosso país. Os requerentes consideram ainda que este património tem elevado potencial para o desenvolvimento turístico para a região e que tem que ser preservado e valorizado.

Para mais informações poderão contactar Manuela Cunha, 1ª subscritora do documento, através do número 962 815 445 ou Célia Quintas, também subscritora do documento, através do número 936 600 374.


Via Movimento Cívico pela Linha do Tua

22 julho 2010

Dos Clérigos e do Chiado



Sendo pouco dado a comparações entre realidades tão distintas como as cidades do Porto e de Lisboa, não resisto a reproduzir a comparação entre dois locais das duas urbes, estabelecida por Lady Jackson no livro a Formosa Lusitânia, em 1874, aproveitando para referir um blogue excelente, que acompanho há já algum tempo e que recomendo vivamente, o Do Porto e Não Só, donde foi retirada a citação. A autora, cujo livro foi traduzido por Camilo Castelo Branco, faz o elogio do "eixo barroco", composto pelas ruas dos Clérigos e 31 de Janeiro - então chamada de Santo António - deste modo:

Esta parte do Porto pode chamar-se realmente bella, muito mais bella que o Chiado: na verdade, não conheço nada em Lisboa n'este estylo que a possa igualar. Se tomarmos a Praça Nova por um valle como foi antigamente, e as duas ruas que se levantam em frente uma da outra, cada uma com a sua eminência coroada por uma bonita e antiga igreja, teremos assim um quadro muito attractivo que nos encanta pela surpreza”.



Uma observação ao título do livro, apesar de estarmos em 2010. O Porto e o norte de Portugal não integraram o território da Lusitânia, cuja capital ficava na actual Mérida, na Estremadura espanhola, mas sim o da Galécia (formosa ou não), com capital em Bracara Augusta, a actual cidade de Braga. Não somos lusitos, como propagava um hino da ditadura de Salazar, somos galaicos.