Na entrada aqui publicada em Maio de 2005, intitulada
Aliados - a memória futura, prometi regressar à avenida depois de concluídas as obras em curso naquele espaço público. É esse percurso do olhar que se faz agora, com o futuro, então anunciado, já presente. As imagens não retratam a totalidade da intervenção. Por opção apenas fotografei os mesmos locais de há um ano, para observar a diferença, apesar de gostar do espaço que os peões ganharam, mais abaixo,na praça. Lá voltaremos.


Na avenida o resultado está à vista.


A luz reflectida pelo anterior pavimento de calcário e basalto, decorado com desenhos que aludiam à actividade comercial do Porto, passou a ser absorvida pelos tristes paralelos de granito que cobrem tudo, passeios, faixas de rodagem e a placa central.


O verde da relva desapareceu...


... juntamente com os tradicionais bancos vermelhos e as pessoas, por não terem onde se sentar.


Às flores foi um ai que lhes deu, e até os pombos se refugiaram a sul - sabe-se lá porquê - na Praça da Liberdade.


Se houvesse um som para definir este espaço seria o de um silvo contínuo.
A Avenida dos Aliados está agora cinzenta, monótona, sem ritmo, homogénea, definitivamente (?) petrificada.