1 de junho de 2011

Réquiem pelo Mercado do Bom Sucesso


A ver n' A Cidade Deprimente.

10 comentários:

Anónimo disse...

Ouvi agora que foi instaurada uma Providência Cautelar e o mercado continua a trabalhar...mas até quando? era o meu mercado há 56 anos, eu morava no Pinheiro Manso, depois de casar...um beijo, Theodora

mfc disse...

Mais umas torrezitas devem nascer ali...!!

Álvaro Mendonça disse...

O imperialismo financeiro e autárquico no seu melhor

Duarte disse...

Indignação!... é o que sinto.
Não só pela arquitectura, mas também pelo que representa para a cidade: produtos fresco ao lado de casa.
Provém recapacitar, não devemos destruir o património arquitectónico.

Abraços

pbl disse...

Ao lado de casa? Se ninguém lá mora...
Eu fico sempre muito impressionado com o amor dedicado aos mercados do Porto por certos sectores da comunidade portuense.
O do Bom Sucesso não conheço, não frequento.
Ao Bolhão vou todas as semanas comprar fruta. O que vejo e um espaço mais vazio a cada ano que passa, com bancas a fechar umas a seguir às outras, as vendedeiras sempre com a mesma ladainha, cada vez mais velhas e desencantadas, ai filho, isto já ninguém aqui vem, está como as minhas intimidades, tudo morto, ó mor olhe estas tangeras, são como mel, chupe-me aqui este gominho.
Porquê? Porque a comunidade (feita também por todos aqueles que combatem acerrimamente na blogosfera decisões políticas inevitáveis) pura e simplesmente prefere ir aos assépticos hipermercados comprar fruta chilena, legumes espanhóis e carne argentina, condenando à morte os mercados tradicionais.
Em vez de darem largas à indignação do conforto do sofá, meus Senhores, apelem para que as pessoas voltem ao Bolhão, desfrutem os excelentes produtos que por lá se vendem, gozem com a brejeirice das mulheres.
É preciso lá ir.
Ninguém fecha um mercado florescente.
Agonizante, serve para quê? Para se dizer que existe e fazer boas fotografias?

Duarte disse...

Geralmente não respondo a quem se oculta detrás dumas iniciais, mas ao ser feita referencia a uma pergunta que insinuei, passo a explicar-me.
A sociedade de consumo á que nos vimos abocados, levou-nos a dedicar pouco tempo a comprar e menos a cozinhar.
O meu comentário está centrado na imagem que tenho deste mercado.
Eram os anos em que iniciava os meus estudos no Gomes Teixeira. Vi como se construía e como iniciou a sua actividade. Chamava a atenção pela arquitectura e pela distribuição interior. Além do mais importante, os alimentos do dia, sempre frescos, e... muita higiene.
Este Natal ainda passei por ali. Não vi muita actividade, mas vi comprar e comprei. Por ali continua a ir gente, que vive perto...
Não sei o que fazem os demais, sou dos que compro nos mercados. A diferença é abismal!
As vendedeiras são atrevidas e com uma linguagem agressiva e insinuante: que tem certa graça.
Se seguimos assim acabaremos como no "Mundo feliz" de Aldous Huxley.

pbl disse...

Ó meu Senhor, as minhas iniciais são melhores do que o seu Duarte em matéria de identificação.
Fará a fineza de seguir o link das tais iniciais que me escondem e encontrará com a maior facilidade o meu endereço de correio electrónico, o meu blog e a minha página do Facebook, onde estou devidamente identificado por nome completo e onde estão mencionados contactos Skype e MSN.
Bastaria prestar um pouco de atenção, coisa que não se dignou fazer, e evitaria o vexame a que se sujeitou.

Sakana disse...

SAKANAGEM CADA VÊZ MAIS COLORIDA!

www.sakanagem69.blogspot.com

Duarte disse...

Não sou amigo da polémica, nem pretendo entrar em avaliações. O pbl não me diz nada e nem tenho que fazer indagações, carece de interesse para mim.
Só fiz menção pelo facto de ser empregada uma frase minha, a um comentário meu.
Ao que nunca me atreveria é a fazer um juízo de valor de quem é mais ou menos, isso é coisa de pedantaria e não quero entrar nesse jogo.
O Señor fica com o seu pbl: eu, com a honra que me concede o meu apelido.
Respeitosos cumprimentos

pbl disse...

Se não faz indagações, devia evitar as insinuações.
Sobretudo quando se permite fazer comentários a propósito de pessoas que não conhece.
E não lhe ficava nada mal pedir desculpa.
Mas, enfim, os actos ficam com cada um.
Passe bem.