19 novembro 2010
17 novembro 2010
15 novembro 2010
05 novembro 2010
As Quatro Estações
(de Marques da Silva)

A Primavera...

...o Verão...

...o Outono...

...e o Inverno...

...no número 100 da Rua das Carmelitas.

A Primavera...

...o Verão...

...o Outono...

...e o Inverno...

...no número 100 da Rua das Carmelitas.
01 novembro 2010
Um abraço para António Rebordão Navarro
Um abraço para António Rebordão Navarro é o título da homenagem, promovida pela Sociedade Portuguesa de Autores, que decorrerá no Museu Nacional de Soares dos Reis, quarta-feira, 3 de Novembro, pelas 18h30.

Sobre Rebordão Navarro, que nasceu no Porto em 1933, diz-nos o sítio As Tormentas: foi director da revista Bandarra, fundada pelo pai, o escritor Augusto Navarro, em 1953, e da revista Notícias do Bloqueio. Na sua obra ficcional, repartida pelo romance, conto e impressões de viagem, retrata ambientes de província, caracterizados pela opressão e pela estreiteza de horizontes. Disso são exemplo os romances Um Infinito Silêncio (1970), que descreve aspectos da vida portuense ou ambientes bizarros e exóticos, como Macau, e As Portas do Cerco (1992).
Na sua obra, Rebordão Navarro apresenta quase sempre uma visão sarcástica e irónica da realidade. A sua poesia, reunida no volume A Condição Reflexa (1989), recorre constantemente à vivência do quotidiano, a que não é alheia a influência do neo-realismo da década de 50, altura em que António Rebordão Navarro publica os seus primeiros livros de poemas. Dedicou-se também à escrita de peças teatrais, das quais se destaca O Ser Sepulto (1995), peça que denota a influência do teatro do absurdo. Outras obras importantes do autor no domínio da ficção são as narrativas O Discurso da Desordem (1972), O Parque dos Lagartos (1982), Mesopotâmia (1985, Prémio Miguel Torga), Praça de Liège (1988, Prémio Círculo de Leitores), Dante Exilado em Ravena (1990) e Parábola do Passeio Alegre (1995).
Na homenagem participam José Jorge Letria, João Lourenço, Célia Vieira e Helder Pacheco. Haverá leituras pelo actor António Durães, e música a cargo da pianista Sofia Lourenço e da soprano Maria João Matos.

Sobre Rebordão Navarro, que nasceu no Porto em 1933, diz-nos o sítio As Tormentas: foi director da revista Bandarra, fundada pelo pai, o escritor Augusto Navarro, em 1953, e da revista Notícias do Bloqueio. Na sua obra ficcional, repartida pelo romance, conto e impressões de viagem, retrata ambientes de província, caracterizados pela opressão e pela estreiteza de horizontes. Disso são exemplo os romances Um Infinito Silêncio (1970), que descreve aspectos da vida portuense ou ambientes bizarros e exóticos, como Macau, e As Portas do Cerco (1992).
Na sua obra, Rebordão Navarro apresenta quase sempre uma visão sarcástica e irónica da realidade. A sua poesia, reunida no volume A Condição Reflexa (1989), recorre constantemente à vivência do quotidiano, a que não é alheia a influência do neo-realismo da década de 50, altura em que António Rebordão Navarro publica os seus primeiros livros de poemas. Dedicou-se também à escrita de peças teatrais, das quais se destaca O Ser Sepulto (1995), peça que denota a influência do teatro do absurdo. Outras obras importantes do autor no domínio da ficção são as narrativas O Discurso da Desordem (1972), O Parque dos Lagartos (1982), Mesopotâmia (1985, Prémio Miguel Torga), Praça de Liège (1988, Prémio Círculo de Leitores), Dante Exilado em Ravena (1990) e Parábola do Passeio Alegre (1995).
Na homenagem participam José Jorge Letria, João Lourenço, Célia Vieira e Helder Pacheco. Haverá leituras pelo actor António Durães, e música a cargo da pianista Sofia Lourenço e da soprano Maria João Matos.
28 outubro 2010
27 outubro 2010
26 outubro 2010
25 outubro 2010
22 outubro 2010
21 outubro 2010
19 outubro 2010
Um jipe, dos autênticos, nos Clérigos

Fiel como um cachorro, forte como uma mula e ágil como um cabrito. Foi com esta expressão que um jornalista definiu, um dia, o desempenho do jipe Willys durante a II Guerra Mundial. Começou a ser fabricado nos Estados Unidos em 1941 e em 1944 passou a integrar o exército português. Trinta anos depois, aquando do fim da guerra colonial, ainda havia inúmeros destes veículos, versáteis e resistentes, nas ex-colónias portuguesas. O que me surpreendeu, há dias, foi ver este exemplar do esplêndido Willys, que terá setenta anos, a descer, ágil como um cabrito, a Rua dos Clérigos.
16 outubro 2010
Paisagens do Douro - Nagoselo

Aqui, o Douro corre liberto dos apertos pedregosos do Cachão da Valeira. Estamos em Nagoselo, no miradouro da Senhora de Lurdes. Próximo do centro da imagem observamos a estação ferroviária do Tua e, ao fundo, antes da curva do grande rio, o vale estreito donde o Tua vem desaguar no Douro. Se fosse possível seguir o curso do rio pela imagem encontraríamos, quatro curvas abaixo, a vila do Pinhão.
Clique na imagem para ampliar.
15 outubro 2010
Paisagens do Douro - S. Salvador do Mundo

Não fora a vegetação, na base da imagem, e, do alto deste miradouro ver-se-ia, como outrora, a 500 metros de profundidade, o local do célebre Cachão da Valeira, um desnível pedregoso que impediu a navegação do Douro para montante até 1792, ano em que foi concluído o seu desmantelamento. A demolição deste obstáculo, que é hoje considerada a primeira grande obra hidráulica no rio Douro, permitiu que o plantio de vinhedos se estendesse até à fronteira espanhola. Antes, o cultivo da vinha era, ali, impraticável pela dificuldade do transporte. O vinho para ser exportado teria de ser levado, em carros de bois, até às alturas da Pesqueira, e daí descer ao Pinhão para embarcar, em rabelos, para Gaia.
Depois da curva da cachoeira, que hoje, após a construção da barragem da Valeira, em 1976, estaria submersa, o Douro corre para ocidente com as margens menos apertadas, como veremos amanhã do alto de outro miradouro, tal como este, situado no concelho de S. João da Pesqueira.
Clique na imagem para ampliar.
11 outubro 2010
Texturas do Douro


O ciclo da vinha está a chegar ao fim. As uvas estão colhidas e as folhas, que começaram a amarelecer, acabarão por cair. Não tarda, as plantas entrarão num período de repouso vegetativo, despontando para um novo ciclo de vida apenas na Primavera.
Na foto do cimo vemos um vinhedo ao alto, em Provesende, na sub-região do Baixo Corgo, entre Sabrosa e o Pinhão. Na outra, em S. João da Pesqueira, próximo de Ferradosa, Cima Corgo, a vinha cresce em patamares emoldurada por olivais, o que é comum no Douro, onde os pequenos produtores têm um enorme contributo na produção de Vinho do Porto.
Sobre a Região Demarcada do Douro, as sub-regiões em que está dividida e ainda o plantio da vinha “em socalcos”, “em patamares”, ou “ao alto”, consulte o documento A paisagem do Alto Douro vinhateiro: evolução e sustentabilidade , de Teresa Andresen.
08 outubro 2010
Dois banqueiros da Rua das Flores


António Coimbra & Irmão, Banqueiros e L.J. Carregosa e Cª. Lda., são dois indicadores da importância que a Rua das Flores teve outrora, rua onde a Misericórdia do Porto e a Casa da Companhia, símbolos de poder, coexistiram, a par de residências nobres ou burguesas, com mercadores, joalheiros, ourives e banqueiros.
Do primeiro, desapareceu recentemente a inscrição gravada na pedra da fachada do nº 308, na Rua das Flores. Era um grafismo de época, dourado, muito interessante, que foi levado pela reabilitação do quarteirão Mouzinho-Flores. Pode ser visto no blogue aqui ao lado, A Cidade Deprimente.
Quanto ao segundo, permanece no nº 278 daquela rua. A L.J. Carregosa e Cª. Lda., foi uma casa de câmbios, fundada em 1833, que está na origem do Banco Carregosa. Não tem grande actividade, mas o banco mantém-na de portas abertas prestando informação bolsista aos clientes, digamos, por uma questão de prestígio. Resta saber por quanto tempo se manterá assim e, também, o que a Sociedade de Reabilitação Urbana Porto Vivo, tem reservado para aquele espaço.
03 outubro 2010
O farolim de Felgueiras...
... durante a borrasca que se abateu sobre o litoral no dia de hoje ...


... e há apenas uma semana, banhado pelo sol quente num dia de céu azul.


... e há apenas uma semana, banhado pelo sol quente num dia de céu azul.
30 setembro 2010
27 setembro 2010
Gaia, praias de sonho




Há uma fotografia da revolução de 74 que nos revela, em segundo plano, uma parede onde estão cartazes com o lema “Moçambique, praias de sonho”. Quereria o regime de então promover a ex-colónia como destino turístico.
Em Gaia, foi feito ao longo de anos um trabalho notável de limpeza das ribeiras que desaguam no mar. A par disso foram construídas, nas praias, paliçadas que protegem e favorecem a consolidação do cordão dunar. Um passadiço que permite percorrer a orla marítima a pé, de Lavadores até Espinho na distância de 15 km, vem completar o conjunto.
Se a isto juntarmos águas transparentes, areais limpos e a beleza natural do lugar, poderemos adaptar, com propriedade, a divisa do cartaz de outrora, o que dará: Gaia, praias de sonho.
24 setembro 2010
A Justiça

A Justiça tal como a viu Leopoldo de Almeida: uma figura juvenil, serena, de olhos abertos, munida da espada punitiva e da balança do rigor. A estátua, que tem 6,5 metros de altura, está enquadrada por um baixo-relevo em granito, da autoria de Euclides Vaz, que representa cenas bíblicas e as quatro virtudes cardeais: a Prudência, a Fortaleza, a Justiça e a Temperança.
Para ver outras obras de arte do Palácio da Justiça do Porto, carregue aqui.
21 setembro 2010
20 setembro 2010
Porto sem ideia nem elites
A crónica de Carlos Abreu Amorim, a ler na íntegra, no Jornal de Notícias
"(...) O Porto significa autonomia, autogoverno dos assuntos que lhe são próprios, irrequietude perante os poderes externos. Estriba-se na memória milenar de uma cidade de comerciantes que se regia por leis e costumes locais, em que os nobres não podiam pernoitar e em que a pata suja da Inquisição nunca mandou. Muito ao contrário do resto do país.
(...)
Contudo, se as elites nacionais se assemelham a uma caricatura indigesta, as do Porto parecem ter-se sumido na decadência que tem assolado a cidade.
(...)
Rui Rio já engendra pretextos pífios para recusar um novo hospital de crianças - alguns, poucos, protestaram mas a maioria manteve-se num silêncio apático e bovino. Entretanto, o Governo teima em abalroar a região entre Aveiro e Caminha com portagens nas vias que tinha jurado nunca virem a ser pagas - em Junho, muitos reclamaram mas agora parece descido sobre as pessoas um véu pardacento de capitulação que leva a admitir que esta região seja discriminada já em Outubro enquanto o resto do país só pagará as Scut não se sabe bem quando.
A aquiescência subserviente face aos desmandos dos maus governos, sejam locais ou central, é um sinal distintivo que contrasta com o modo de ser que fez o Porto. Quando nada parece beliscar a modorra das elites e o comodismo de quase todos, constata-se que a ideia do Porto se está a tornar uma recordação de tempos que já lá vão."
"(...) O Porto significa autonomia, autogoverno dos assuntos que lhe são próprios, irrequietude perante os poderes externos. Estriba-se na memória milenar de uma cidade de comerciantes que se regia por leis e costumes locais, em que os nobres não podiam pernoitar e em que a pata suja da Inquisição nunca mandou. Muito ao contrário do resto do país. (...)
Contudo, se as elites nacionais se assemelham a uma caricatura indigesta, as do Porto parecem ter-se sumido na decadência que tem assolado a cidade.
(...)
Rui Rio já engendra pretextos pífios para recusar um novo hospital de crianças - alguns, poucos, protestaram mas a maioria manteve-se num silêncio apático e bovino. Entretanto, o Governo teima em abalroar a região entre Aveiro e Caminha com portagens nas vias que tinha jurado nunca virem a ser pagas - em Junho, muitos reclamaram mas agora parece descido sobre as pessoas um véu pardacento de capitulação que leva a admitir que esta região seja discriminada já em Outubro enquanto o resto do país só pagará as Scut não se sabe bem quando.
A aquiescência subserviente face aos desmandos dos maus governos, sejam locais ou central, é um sinal distintivo que contrasta com o modo de ser que fez o Porto. Quando nada parece beliscar a modorra das elites e o comodismo de quase todos, constata-se que a ideia do Porto se está a tornar uma recordação de tempos que já lá vão."
17 setembro 2010
Edifício "A Nacional"
Um projecto, de 1919, entre muitos outros com que o arquitecto Marques da Silva moldou parte daquilo que o Porto é hoje.




14 setembro 2010
10 setembro 2010
09 setembro 2010
E não é que tem razão?
Quando falamos de serviço público de televisão, constatamos que, em matéria de preservação e divulgação da língua, da cultura, da civilização e da memória dos portugueses, o melhor canal é, de longe, a TV Galicia.
Funes, o memorioso
Funes, o memorioso
08 setembro 2010
27 agosto 2010
Heróis da Ribeira

A ponte ...

... a hesitação do André, de 8 anos ...

... e o salto da Tatiana, de 11 anos.


11 agosto 2010
10 agosto 2010
Pontos de vista #2

Qual seria o motivo de tanta atenção, imaginem lá... não era o fotógrafo que estava do lado oposto, divertido com o que observava. Era a Igreja de Santo Ildefonso.
09 agosto 2010
04 agosto 2010
O Douro Queen

Os cruzeiros no rio Douro são hoje anunciados, internacionalmente, em pé de igualdade com outros cruzeiros nos rios europeus, do Danúbio ao Reno, do Elba ao Sena ou ao Ródano.
Cumprida, ao longo de anos de exigências para com o poder central, a vontade do Douro navegável, falta agora reabrir a linha do caminho-de-ferro paralela ao rio, que ligava o Porto a Barca d’Alva e hoje fica pelo Pocinho. A linha do Douro para além da Régua, tal como tem acontecido com a do Tua e sucedeu com outras definitivamente encerradas, tem sido vítima de decisores estranhos ao desenvolvimento da região norte, gente que lhe tem aplicado a fórmula consabida: incompatibilizam-na com os passageiros para depois a fecharem, alegando que não tem procura.
Na fotografia vemos o Douro Queen (sic), um dos barcos que ligam o Porto a Vega Terrón, na região de Salamanca, passando sob a ponte da Arrábida.
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