
Naquele tempo falavas muito de perfeição,
da prosa dos versos irregulares
onde cantam os sentimentos irregulares.
Envelhecemos todos, tu, eu e a discussão,
agora lês saramagos & coisas assim
e eu já não fico a ouvir-te como antigamente
olhando as tuas pernas que subiam lentamente
até um sítio escuro dentro de mim.
O café agora é um banco, tu professora de liceu;
Bob Dylan encheu-se de dinheiro, o Che morreu.
Agora as tuas pernas são coisas úteis, andantes,
e não caminhos por andar como dantes.
Manuel António Pina

13 comentários:
Praia dos Ingleses, certo?
Che morreu...
"Aprendimos a querer-te..."
Carlos,
Desta vez a fotografia é optima (Praia do Ingleses, correcto?), mas o poema não lhe fica atrás! :)
Gostei imenso do poema - 5* (para a foto apenas 4,999999*! :)
Neste blog, só cá falta o Porto Sentido - Rui Veloso a tocar... mais nada! ;)
"O café agora é um banco..."
Isto doi!
"o Che morreu."
Mas tá ca a Guevara!
LOL, LOL, LOL
=)
O Amor em contraluz???
É sempre um prazer cá vir...th
Nada como uma esplanada para saborear as palavras deste teu belo poema :) Beijo enorme
Caramba...
Gosto sempre tanto do que vejo por aqui, especialmente porque conheci esta cidade surpreendente há pouco tempo. cada bocadinho aqui é tb uma decoberta nova.
Parabéns pelo blogue.
Um abraço,
Marta
Incrível! O poema é realmente muito bonito, muito nostálgico e a fotografia acompanha-o muito bem :) já há uns tempos que com prazer me passeio por este blog, e por isso aqui ficam os meus parabéns pela forma como cidade tão bonita me é apresentada, adoçando-me os olhos e alentando-me a alma :)
as esplanadas despertam em mim um lado mais voyeur, gostava de ter visto esta cena!não admira que se desiluda,se ela passou a ler saramago!(ih ih ih)brincadeirinha!:)
Nada,saudades
Ia dizer: Bar da Praia dos Ingleses! Quando reparei nos comments anteriores... Muitas recordações... Boa escolha!;)
Conocí tu ciudad, Porto, en el transcurso de un crucero por el Río Duero/Douro. Navegaba en el Princesa do Douro, un precioso barco donde un pianista tocaba para el grupo que íbamos juntos. Tocaba el piano y cantaba fados. Descubrir Oporto desde un barco es algo inenarrable. Aquellos monumentales puentes coronando el cielo es la imágen imborrable que guardo. Cuando miré allá abajo, desde uno de esos puentos creí morir de la emoción. Porto es una ciudad húmeda, brillante, de tejados rojos, de fachadas de colores, de rabelos en el río, de nostalgia y de saudade. Porto es romántica.
Preciosas fotografías las que nos enseñas.
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